O SEGREDO DA VITÓRIA É O POVO!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Manifesto de Apoio aos Servidores



Estudantes de Valinhos apóiam luta dos Servidores!

O funcionalismo de Valinhos está lutando por seus direitos. Os trabalhadores foram surpreendidos pelo projeto de lei do prefeito nº 11/2009 que suspende a data-base do funcionalismo. Na prática, a medida significa 0% de reajuste salarial aos servidores: sem a correção de ser vencimentos, a decisão representa mais um ataque aos direitos dos trabalhadores.
Funcionários de diversas categorias estão se unindo para resistir à perda salarial e ao sucateamento dos serviços públicos em Valinhos.


O argumento utilizado pela administração é a crise econômica mundial. No Brasil, o momento tem revelado de que lado boa parte dos poderes públicos se colocam nos momentos de tensão econômica e social. Desde Outubro, segundo dados do IBGE, 700 000 pessoas foram demitidas. Enquanto isso, o governo Lula abriu os cofres da União para salvar bancos e montadoras, jogando no colo de empresários e banqueiros bilhões de reais via BNDES. Em São Paulo , Serra também tem sido responsável pela retirada de direitos, a despeito do pacote anunciado em fevereiro de 2009, que prevê desoneração à grandes empresas, terceirizações e parcerias público-privadas.

E em Valinhos, a situação não é diferente!

Por que ao invés de suspender o reajuste aos servidores em função da queda de arrecadação, a prefeitura não combate a especulação imobiliária da cidade, cobrando multas de empresas loteadoras que não respeitam o meio ambiente? Por que o executivo aprova aumento das passagens para a população que depende de ônibus, implicando em aumento no orçamento mensal do trabalhador, quando um transporte subsidiado implicaria benefício social e até menor custo ao empregador, dinamizando a economia local? Por que fazer uma reforma administrativa, aprovada pela câmara em dezembro passado, com “bônus” salarial para membros com cargos de confiança do prefeito? (dados do Jornal Terceira Visão. 03/04/2009). Mais importante, porque altos salários para cargos de confiança aprovados no fim de 2008 quando, naquele momento, já havia evidência de que a atual crise não seria apenas uma “marolinha”?

Todo Apoio à luta dos servidores! Exigir dos vereadores a defesa dos direitos !

Os Estudantes de Valinhos, organizados no movimento de Juventude Carlos Marighella, apóiam o MUSP (Movimento Unificado dos Servidores Públicos), cobrando dos vereadores a suspensão da lei que deixa os servidores sem correção salarial. A Juventude só é lembrada nos momentos de eleição. Por isso, para lutar pelos direitos do jovem (educação de qualidade, transporte público e gratuito, acesso à cultura e lazer) será necessário unir forças junto aos movimentos sociais e populares. Só com mobilização e participação política a população valinhense não permitirá que os mais humildes paguem por esta crise. Fazemos um chamado aos estudantes secundaristas e universitários da cidade a participar das sessões na câmara e discussões, palestras e mobilizações em Valinhos!

Resistir! Sonhar! Lutar!
Movimento Carlos Marighella!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Campanha Contra o Aumento de Tarifas em Valinhos

A Festa do Figo Acabou! A Passagem de Ônibus aumentou! E Ninguém Te Avisou!



A população de Valinhos foi novamente surpreendida com mais um aumento das tarifas de ônibus. A passagem subiu para 2,50 R$, um aumento de 8,7% em relação ao preço anterior. O último reajuste tarifário tinha ocorrido em 13 de fevereiro de 2008, há menos de um ano. O argumento utilizado pela prefeitura e empresa é o aumento do combustível e da mão-de-obra. Bastam alguns minutos na frente da televisão para notar como a realidade pode ser bastante diferente!

1- Por que o aumento da passagem é injusto?

Este ano será marcado por mais uma crise financeira que se instaurou no mundo inteiro. Aqui no Brasil começamos a sofrer alguns de seus efeitos. Para lidar com a crise, o Governo Federal fez sua escolha: investiu bilhões para salvar banqueiros enquanto milhares de trabalhadores perdem empregos e vêem seus salários reduzidos. Perguntamos: de onde vem este “aumento de custo da mão de obra”? Será que os trabalhadores da Rápido- Luxo estão ganhando mais ou,como sempre, tal medida favorece os empresários que dominam o transporte público? Sobre o aumento dos combustíveis, não deixa de ser bastante diferente da realidade vista nos jornais: no último ano houve diminuição de mais de 50% do preço do barril de Petróleo. Até o Banco Central já previa para o ano de 2009 queda geral do preço dos combustíveis, conforme ata de reunião do COPOM do dia 18/12/2008.
2- O que queremos da Prefeitura e da Rápido Luxo ?

Queremos uma audiência pública sobre transportes em Valinhos, onde Prefeitura e empresa expliquem para a população de Valinhos o por quê do aumento das tarifas, divulguem as planilhas de custos e mostre transparência com o dinheiro do povo.
3- Quero me Manifestar Contra o aumento de Tarifas em Valinhos! O primeiro passo é conversar com amigos e familiares sobre o aumento das tarifas e a necessidade da população fazer algo. Participar das reuniões e das atividades contra o aumento das tarifas e por um transporte verdadeiramente público, ou seja, gratuito e de qualidade!
PARTICPE! Dia 19/02 (Quinta-Feira) às 19 hrs. Sindicato dos Metalúrgicos. Contra o aumento das Tarifas!
MCM – Movimento Carlos Marighella – Pátria Livre! e-mail: mcmarighella@yahoo.com.br

Participe do Movimento Carlos Marighella

Hoje Valinhos é considerada uma das cidades mais ricas da R.M.C.(Região Metropolitana de Campinas). Sendo uma cidade rica, Valinhos tem condições de custear o transporte para os estudantes e trabalhadores desempregados? A resposta é SIM!

A Luta dos estudantes por passe livre acontece em várias cidades do Brasil. Onde houve pressão e organização de jovens, redução de tarifas e até o Passe Livre foi conquistado.

Porém, sabemos que, quando há protesto contra a política dominante
(aquela que só aparece em tempo de eleição e passa a maior parte do tempo fechada em gabinetes) o Estado atua com repressão, da forma mais truculenta possível.

Com todo esse impasse há em Valinhos um movimento de juventude, juventude essa que está cansada de esperar a "boa vontade" daqueles que são eleitos para representar o povo. E esse movimento tem um nome, MOVIMENTO CARLOS MARIGHELLA, luta e resistência. Lutaremos pelos nossos direitos e resistiremos aos ataques que irão surgir no dia-a-dia.

* Por que Participar de um Movimento de Juventude?

Apenas com a participação de um bom número de pessoas será possível pressionar as empresas e os políticos da cidade, no sentido de reverter o dinheiro dos seus lucros para os serviços públicos, como o transporte. Será preciso fazer panfletagens, divulgação em escolas, oficinas, organizar palestras, shows-culturais e, o mais importante, atos políticos que divulguem o Passe Livre e envolvam mais pessoas, aumentando ainda mais a pressão por mudanças.

* Como Participar?
Movimento Carlos Marighella é um coletivo que propõe a organização da juventude estudantil e trabalhadora para a luta em defesa dos seus direitos: acesso à cultura, ao transporte público - PASSE LIVRE ESTUDANTIL, à educação de qualidade. Em Valinhos, as políticas são sempre voltadas aos mais poderosos. Já à juventude restam poucas opções de lazer, cultura e trabalho. Se você quiser participar de um coletivo disposto a lutar para transformar a cidade, o primeiro passo é entrar em contato! Assim poderemos avisar as datas das próximas reuniões e atos políticos do MCM.

Contato: mcmarighella@yahoo.com.br

Entenda a Discussão sobre Passe Livre

Hoje Valinhos é considerada uma das cidades mais ricas da R.M.C.(Região Metropolitana de Campinas). Sendo uma cidade rica, Valinhos tem condições de custear o transporte para os estudantes? Tudo indica que sim, mas, de acordo com a maioria dos nossos representantes na Câmara municipal, esse custeio não é possível no momento.Alguns vereadores alegam que já brigaram por essa bandeira no passado, outros dizem que, aumentando a verba para que os estudantes tenham transporte gratuito, alguma outra secretaria iria perder com isso, e por fim, outros dizem que não passará de 50% esse subisidio. Afinal, esses vereadores que foram eleitos para representar, lutar e reenvidicar melhorias à população valinhense na Câmara municipal estão lutando por Valinhos, ou defendendo outros interesses? Afinal, fazem anos que esse assunto vem sendo discutido e nada de positivo aconteceu até os dias atuais. Passe Livre é um assunto de extrema importância para os estudantes: muitos deixam de comprar livros pois sabem que no final do mês terão que pagar o transporte para ir até a faculdade ou algum curso técnico. Essa reenvidação dos estudantes por passe livre acontece em várias cidades espalhadas pelo Brasil, entretanto não existe uma política séria a esse respeito. Quando há algum tipo de protesto contra essa política, o Estado atua com repressão, da forma mais truculenta possível, ao ponto de deixar estudantes feridos ou presos. Com todo esse impasse surge em Valinhos um movimento de juventude, juventude essa que está cansada de esperar a "boa vontade" daqueles que são eleitos para representar o povo. E esse movimento tem um nome, MOVIMENTO CARLOS MARIGHELLA, luta e resistência. Lutaremos pelos nossos direitos e resistiremos aos ataques que irão surgir no dia-a-dia. A pergunta que poderá ser feita, porque Carlos Marighella?

Muitos nunca ouviram falar nesse nome, nem conhecem sua história. Carlos Marighella foi um brasileiro que viu e sentiu na pele a repressão do regime militar, viu que aqueles que estavam no poder massacravam a população e perseguiam todos que eram contra tal regime. Cansado de toda a barbárie cometida através do Estado, Carlos Marighella decidiu agir em prol do Brasil. Perseguido e morto pelo regime militar, Carlos Marighella deixou um recado aos poderoso: "O segredo da vitória é o povo". Com esse recado, nós do Movimento Carlos Marighella deixamos um alerta aos poderosos desta cidade: Lutaremos e resistiremos até conseguirmos a vitória. Só assim o sistema que esta sendo imposto nessa cidade chegará ao fim, sistema aonde um manda e os demais obedecem. MOVIMENTO CARLOS MARIGHELLA Luta e resistência

Entre em contato, participe das reuniões, das panfletagens e dos debates/filmes do movimento Carlos Marighella!

Contato: mcmarighella@yahoo.com.br

A luta da juventude para além da universidade

O debate sobre Juventude não se restringe ao universo Estudantil. E não poderia ser diferente: somente 13% dos jovens tem acesso aos bancos universitários do País. Deste universo, cerca de 30% [1] estão nas universidades públicas, com seu vestibular excludente e, por isso, historicamente restrito aos filhos dos mais ricos.

Diante da lógica perversa, os jovens se vêm cada vez mais cedo obrigados a trabalhar em estágios mal remunerados, de até 9 ou 10 horas de serviço, sem qualquer garantia trabalhista. O exemplo dos estagiários de telemarketing é sintomático: câmeras de vídeo inspecionam os funcionários até dentro dos banheiros, os horários de trabalho não condizem sequer com a já frágil Lei do Estágio [2], o trabalhador só tem 15 minutos de almoço, rigorosamente contados para otimizar os serviços. Enquanto isso, as empresas de telefonia lucram cada vez mais sobre um patrimônio que já foi do povo.

A realidade dos jovens da periferia ainda é pior. A perspectiva de futuro dessa fatia da juventude é restrita a um universo de escolhas basicamente restrito ao trabalho violentamente precarizado (como camelôs, estagiários, motoboys, etc.) ou ao mundo do crime. Os sonhos da juventude são destruídos pela realidade concreta, do desemprego, da violência policial, do racismo e da opressão, fazendo com que garotos e garotas abandonem qualquer possibilidade de um futuro diferente e assumam papéis de "adulto", seja no mundo do trabalho, seja no mundo do tráfico

Como canta o Racionais Mc’s, para o jovem da periferia a dura realidade impõe duas opções básicas: "Viver pouco como Rei, ou muito como um Zé". Nesse sentido, é preciso desmistificar frases como "aquele que se esforça, pode crescer na vida", justificativa dos capitalistas para, por exemplo, defender a barreira do vestibular como uma suposta forma mais "justa" de acesso à universidade. Por isso, para além do já reduzido número de cotas nas universidades públicas, é preciso lutar pelo fim do vestibular, através da ampla ampliação de vagas no ensino superior.

Esta é uma dentre várias outras lutas em que a juventude da periferia deve se incorporar, como forma de despertar sua consciência e tornar-se agentes transformadores de realidades. A luta pela extinção da Febem, por moradia através de ocupações ou até por questões pontuais ligadas à sua realidade mais imediata (saneamento básico, postos de saúde, escolas e creches de bairros) devem ser as principais bandeiras para a intervenção dos socialistas na periferia.

É preciso fazer o diálogo entre as questões imediatas e a sua dimensão política, traduzir problemas concretos como resultado histórico de centenas de anos de exploração e como parte de um processo, que pode ser mudado através da auto-organização popular. É preciso saber traduzir nossos conceitos e nossas idéias para uma linguagem acessível, sem jargões e vícios.

Com a juventude da periferia, a intervenção através da arte, com oficinas, teatro e música tem um potencial maior de diálogo e interação entre as contradições colocadas (assimiladas por esses jovens no cotidiano) e a sua tradução para algo compreensível (através de uma intervenção dialógica, pautada nas lutas e no socialismo, sem uma pretensão assistencialista ou de doutrinação).


Juventude Popular e a Universidade

O já reduzido número de universitários oriundos da classe trabalhadora se encontra nas faculdades particulares, onde a lógica educação- mercadoria é ainda mais forte. O número de bolsas e auxílio estudantil se baliza pelo critério do lucro máximo, assim como os abusivos reajustes de mensalidades, anuais ou até semestrais. Paralelamente, assistimos à indiferença da juventude em relação às questões políticas, ao que passa pelo mundo. O esvaziamento dos espaços de discussão e intervenção política nas faculdades particulares revela a pouca inserção do Movimento Estudantil (ME) nos locais onde a juventude popular e trabalhadora estuda.

Já nas universidade públicas, onde há maior tradição política, a grande maioria dos estudantes encontra-se isolada, sem refletir sobre os papéis da universidade e as razões de ser das infinitas palavras-de-ordem, jogadas ao vento, intraduzíveis àqueles que não passaram pelo crivo de partidos e forças políticas em disputa constante. Nos poucos debates, o esforço em traduzir a linguagem viciada dos "quadros políticos" é deixado de lado e, como diz o ditado, "quando dois elefantes brigam, quem sai perdendo é a grama".

Assim, temos de um lado um pequeno grupo fragmentado de militantes disputando direções, e do outro, uma "massa" indiferente a uma lógica de universidade que, num processo fabril e continuado, produz em série para o mercado, com "grades" curriculares que mais aprisionam do que libertam.

Construir pela base um ME para fora das universidades

É preciso priorizar o trabalho de base, a partir da construção de CA’s e DA’s, estabelecendo laços políticos cotidianos com esses novos espaços e focalizar o trabalho nas universidades particulares. É preciso fortalecer as entidades de base através de uma nova organização, que incentive a nucleação dos estudantes aos fóruns de discussão mais próximos e o despertar da consciência política. Nesse sentido, nossas lutas devem ser construídas a partir da base, para além de entidades distantes do cotidiano dos estudantes.

Construir de baixo para cima um movimento radicalmente democrático, alicerçado nos centros acadêmicos e núcleos de debate e coletivos dentro e fora da universidade significa repensar a própria dinâmica do movimento e novas formas de dialogar com os estudantes, com manifestações lúdico- culturais, místicas, oficinas e grupos de discussões. Qualificar as discussões desde a base e ampliar a inserção dos estudantes nas lutas como forma de tomada de consciência.

Construir espaços de formação ou mesmo de "despertar" político para fora da universidade, como, por exemplo, através de vivências em ocupações no campo e na cidade. Mais importante do que a disputa de direções é a auto- organização estudantil, através de fóruns de discussão e intervenção política, em aliança com outras lutas para além da universidade, no campo e na periferia!



CARLOS MARIGHELLA

Sua vida


Carlos Marighella nasceu em Salvador, Bahia, em 5 de dezembro de 1911. Era filho de imigrante italiano com uma negra descendente dos haussás, conhecidos pela combatividade nas sublevações contra a escravidão.
De origem humilde, ainda adolescente despertou para as lutas sociais. Aos 18 anos iniciou curso de Engenharia na Escola Politécnica da Bahia e tornou-se militante do Partido Comunista, dedicando sua vida à causa dos trabalhadores, da independência nacional e do socialismo.

Conheceu a prisão pela primeira vez em 1932, após escrever um poema contendo críticas ao interventor Juracy Magalhães. Libertado, prosseguiria na militância política, interrompendo os estudos universitários no 3o ano, em 1932, quando deslocou-se para o Rio de Janeiro.

Em 1o de maio de 1936 Marighella foi novamente preso e enfrentou, durante 23 dias, as terríveis torturas da polícia de Filinto Müller. Permaneceu encarcerado por um ano e, quando solto pela “macedada” – nome da medida que libertou os presos políticos sem condenação -- deixou o exemplo de uma tenacidade impressionante.

Transferindo-se para São Paulo, Marighella passou a agir em torno de dois eixos: a reorganização dos revolucionários comunistas, duramente atingidos pela repressão, e o combate ao terror imposto pela ditadura de Getúlio Vargas.
Voltaria aos cárceres em 1939, sendo mais uma vez torturado de forma brutal na Delegacia de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo, mas se negando a fornecer qualquer informação à polícia. Na CPI que investigaria os crimes do Estado Novo o médico Dr. Nilo Rodrigues deporia que, com referência a Marighella, nunca vira tamanha resistência a maus tratos nem tanta bravura.

Recolhido aos presídios de Fernando de Noronha e Ilha Grande pelo seis anos seguintes, ele dirigiria sua energia revolucionária ao trabalho de educação cultural e política dos companheiros de cadeia.

Anistiado em abril de 1945, participou do processo de redemocratização do país e da reorganização do Partido Comunista na legalidade. Deposto o ditador Vargas e convocadas eleições gerais, foi eleito deputado federal constituinte pelo estado da Bahia. Seria apontado como um dos mais aguerridos parlamentares de todas as bancadas, proferindo, em menos de dois anos, cerca de duzentos discursos em que tomou, invariavelmente, a defesa das aspirações operárias, denunciando as péssimas condições de vida do povo brasileiro e a crescente penetração imperialista no país.

Com o mandato cassado pela repressão que o governo Dutra desencadeou contra o comunistas, Marighella foi obrigado a retornar à clandestinidade em 1948, condição em que permaneceria por mais de duas décadas, até seu assassinato.

Nos anos 50, exercendo novamente a militância em São Paulo, tomaria parte ativa nas lutas populares do período, em defesa do monopólio estatal do petróleo e contra o envio de soldados brasileiros à Coréia e a desnacionalização da economia. Cada vez mais, Carlos Marighella voltaria suas reflexões em direção do problema agrário, redigindo, em 1958, o ensaio “Alguns aspectos da renda da terra no Brasil”, o primeiro de uma série de análises teórico-políticas que elaborou até 1969. Nesta fase visitaria a China Popular e a União Soviética, e anos depois, conheceria Cuba. Em suas viagens pôde examinar de perto as experiências revolucionárias vitoriosas daqueles países.

Após o golpe militar de 1964, Marighella foi localizado por agentes do DOPS carioca em 9 de maio num cinema do bairro da Tijuca. Enfrentou os policiais que o cercavam com socos e gritos de “Abaixo a ditadura militar fascista” e “Viva a democracia”, recebendo um tiro a queima-roupa no peito. Descrevendo o episódio no livro “Por que resisti à prisão”, ele afirmaria: “Minha força vinha mesmo era da convicção política, da certeza (...) de que a liberdade não se defende senão resistindo”.

Repetindo a postura de altivez das prisões anteriores, Marighella fez de sua defesa um ataque aos crimes e ao obscurantismo que imperava desde 1o de abril. Conseguiu, com isso, catalisar um movimento de solidariedade que forçou os militares a aceitar um habeas-corpus e sua libertação imediata. Desse momento em diante, intensificou o combate à ditadura utilizando todos os meios de luta na tentativa de impedir a consolidação de um regime ilegal e ilegítimo. Mas, mantendo o país sob terror policial, o governo sufocou os sindicatos e suspendeu as garantias constitucionais dos cidadãos, enquanto estrangulava o parlamento. Na ocasião, Carlos Marighella aprofundou as divergências com o Partido Comunista, criticando seu imobilismo.

Em dezembro de 1966, em carta à Comissão Executiva do PCB, requereu seu desligamento da mesma, explicitando a disposição de lutar revolucionariamente junto às massas, em vez de ficar à espera das regras do jogo político e burocrático convencional que, segundo entendia, imperava na liderança. E quando já não havia outra solução, conforme suas próprias palavras, fundou a ALN – Ação Libertadora Nacional para, de armas em punho, enfrentar a ditadura.

O endurecimento do regime militar, a partir do final de 1968, culminou numa repressão sem precedentes. Marighella passou a ser apontado como Inimigo Público Número Um, transformando-se em alvo de uma caçada que envolveu, a nível nacional, toda a estrutura da polícia política.

Na noite de 4 de novembro de 1969 – há exatos 30 anos -- surpreendido por uma emboscada na alameda Casa Branca, na capital paulista, Carlos Marighella tombou varado pelas balas dos agentes do DOPS sob a chefia do delegado Sérgio Paranhos Fleury.

Rosa Luxemburgo *1871 - 1919*

Entrou para o movimento revolucionário ainda estudante. Em 1893, colaborou na fundação do Partido Social Democrata Polaco. Entrou para o Partido Social Democrata Alemão em 1898. Em 1907, em Londres, na conferência do Partido Social Democrata Russo, apoiou os bolcheviques contra os mencheviques em todos os problemas mais importantes da Revolução russa. No mesmo ano, no Congresso de Stuttgart da II Internacional, juntamente com Lenin, apresentou a proposta revolucionária contra a guerra e que foi adotada, na essência, pelo Congresso. Após a Revolução de Novembro de 1918 na Alemanha, juntou-se a Karl Liebknecht e fundaram o Partido Comunista Alemão.